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Por que as mulheres estão perdendo cada vez mais cabelo?

Essas situações parecem realmente desesperadoras pra quem as está vivenciando. A pessoa que percebe uma queda acentuada fica com a impressão de que ela não vai parar até que não restem mais cabelos.

A queda de cabelo pode ser fisiológica e, em geral, melhora depois de um período, na maioria das vezes, espontaneamente. Porém, precisa ser diferenciada de outras condições, de outras doenças, pela avaliação do dermatologista, que buscará identificar as possíveis causas através da coleta criteriosa da história do paciente, exame do couro cabeludo e, até mesmo, alguns exames laboratoriais.

Diversos fatores podem levar à queda dos fios, como estresse, má alimentação, alterações hormonais, uso de determinados medicamentos, pós-parto e pós-operatórios, hipovitaminoses, excesso de química nos cabelos, como alisamentos, tinturas e descolorações frequentes.

Atualmente, algumas causas de queda de cabelo e, até mesmo, de doenças capilares têm se tornado mais frequentes e evidentes. Podemos citar dentre elas o aumento do número de tratamentos químicos, como alisamentos, tinturas e descolorações; o crescente estresse cotidiano e a emergente onda de tratamentos de modulação hormonal.

Há alguns anos, surgiram os alisamentos capilares e a popularização ocorreu com a escova japonesa e, mais recentemente, com a famosa escova progressiva, que até hoje recebe inúmeros nomes atenuantes/disfarçados. Hoje, observamos em nossa prática que grande parte dessas mulheres se queixa de diminuição da quantidade de fios.

Além disso, novas técnicas de tintura e descoloração surgem a cada dia, atraindo cada vez mais mulheres em busca da tão sonhada transformação. Esses processos podem gerar danos definitivos aos fios, devido à perda irreversível de massa protéica e lipídios, importantes para a estrutura e saúde do cabelo.

Mesmo realizando cuidados e tratamentos intensivos, eles nunca voltarão à estrutura inicial, apesar de melhorarem muito o seu aspecto e ficarem bem mais saudáveis. E se não houver nenhum desses cuidados, o resultado pode ser desastroso: fios danificados, porosos, sem brilho, sem forma, sem peso e com frizz.

Sabemos ainda que fios fragilizados demais, antes mesmo de passarem por processos químicos, estão bem mais suscetíveis à quebra durante a descoloração ou tintura, por exemplo, podendo sofrer cortes químicos e consequente sensação de queda pela quebra das hastes dos fios.

Outro fator que contribui para o aumento das queixas de queda capilar é a modulação hormonal, cada vez mais frequente. Observamos que o uso de hormônios androgênicos, como o famoso “chip da beleza”, tem acelerado condições genéticas que talvez só fossem se manifestar um pouco mais tarde ou na menopausa, como é o caso da alopecia androgenética. Observamos um número crescente de mulheres jovens já se queixando dos primeiros sinais da doença. Algumas até já apresentando formas bem agressivas, agravadas pelo uso desses hormônios.

A abordagem precoce é fundamental, pois evitará o afinamento e a atrofia do folículo piloso, o que pode levar à perda definitiva dos fios. "O tratamento visa a recuperação do diâmetro e quantidade de fios. Uma das terapias mais modernas que temos hoje para tratar alopecia é a aplicação de medicamentos diretamente na camada intermediária da pele, bem próximo aos folículos, através de canais formados entre parte da pele e o meio externo. É o que chamamos de Drug Delivery. A técnica permite uma melhor absorção dos ativos aplicados, potencializando os resultados do tratamento. Existem outras opções de tratamento como microagulhamento, laser fracionado não-ablativo 1550nm e LED.

Como adjuvante ao tratamento dermatológico, também podem ser indicados suplementos alimentares, conhecidos como nutracêuticos, que auxiliam no combate à queda.

A avaliação dermatológica de cada caso deve ser realizada o mais rápido possível para que seja indicado o programa de tratamento mais adequado.

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